domingo, 26 de setembro de 2010

Perfeição

sem tempo para escrever algo bacana; a música, por si, já descreve tudo!

"Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião..."

(Legião)

sábado, 11 de julho de 2009

Hoje eu estou... hmm, sentimental! Para piorar, ouvindo Sentimental, do Los Hermanos. Existe jeito mais nostálgico de terminar um dia? Agora me passam pela cabeça coisas que pareciam já entarradas e involuntariamente eu começo a rever o meu passado. Em todos os aspectos da minha vida... será que fiz e disse tudo o que deveria ser dito? Será que deixei claro para os meus amigos o quanto os amo? Amor? Mas o que seria isso? Até que ponto uma amizade se torna amor? Quando há consideração, lealdade, simplicidade no olhar, combinação! Realmente, cheguei a conclusão de que tenho poucos amigos pelos quais alimento amor. Melhor assim. Se fossem muitos, talvez não tivesse amizades tão intesas quanto tenho. Nesses últimos tempos, conheçi pessoas nas quais cultivo afinidade - creio que está se iniciando um novo ciclo de amizade; em anos, talvez ame essas pessoas. Hoje, não sei. Estou inspirada. Sinto que vou dormir inspirada, mais uma vez, sem dizer - melhor, escrever - o tanto quanto gostaria. É ela, minha mãe. Ela quer que eu saia daqui. Ok, lá vou eu rolar algum tempo na cama. Ah, maldita insonia!

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Realismo inconsistente

"As vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... o tempo passa... e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!"
Bob Marley


Isso aí é a mais pura verdade. Nem sempre são grandes pessoas. As vezes simplesmente depositamos energia em coisas sem potencial e criamos situações ilusitórias. Achamos que queremos algo, logo alimentamos isso bravamente com o intuito de encontrar a felicidade. Porém, principalmente para nós, os jovens, isso quase sempre é em vão. Mas o que seria da vida senão fatos que vêm e vão? Aprendi que não devo cobrar tanto de mim mesma, muito menos dos outros! Falta é por isso em prática, né?

sexta-feira, 5 de junho de 2009

O Que Nao Se Pode Explicar Aos Normais

Atenção! Caro e único (de fato, és o único palherma a ler os vagos pensamentos desta modesta criatura - no caso, eu) leitor,
não sei se corresponderei às suas expectativas, nem mesmo se minhas devastas reflexões poderão ser comparadas à imensa sensibilidade que tens demonstrado com as palavras e o quão bem as articula. Quanto à poesia, admito ser uma paixão crônica. Porém, ultimamente tenho apreciado tanta boa música, que não me ocorre à mente maneira melhor de expressar sua constante forma exaltada, senão tais letras. Mas, é só uma fase. E, ainda bem, as fases passam...


"O Que Nao Se Pode Explicar Aos Normais" - Catedral

Sobre o amor, e o desamor, sobre a paixão,
Sobre ficar, sobre desejar, como saber te amar,
Sobre querer, sobre entender, sem esquecer,
Sobre a verdade e a ilusão,
Quem afinal é você,

Quem de nós vai mostrar realmente o que quer,
O coracão nesse furacão, ilhado onde estiver,
O meu querer é complicado demais,
Quero o que não se pode explicar aos normais,

Sobre o porque de tantos porques,
E responder,
Entre a razão e a emoção
Eu escolhi você!
[...]

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

(Carlos Drummond de Andrade)

sexta-feira, 22 de maio de 2009

para estrear!

Bom, ruim, assim assim

Quer saber de uma coisa? Tudo pode ser bom, ruim e principalmenteassim assim
Tudo ao mesmo tempo ou não, e não necessariamente nessa ordem
Bom é chegar na praia à tardinha, anuncio de por de Sol, a água de ondas mansinhas
Jogar bola na espuma e sob o céu encaixa como se fora Tafaréu.

É bom também quando começa a chover
E as gotas fazem cócegas na superfície do mar
Como se um cardume infinito prometesse matar a fome
De todo o Vidigal, Rocinha, Cidade de Deus e Vigário Geral.

Ruim é lembrar daquele amigo que de prancha na mão
Morreu de um beijo roubado de um raio, da lembrança a correria,

O medo... o medo... medo é bom, ruim é o medo de ter medo!

Bom voltar trocar chuva por chopp e passar atrás da pelada
A bola vai pra fora e como na crônica de Rubem Braga sobra pra você
Que mata no peito faz embaixadinha e devolve redondo... num chute perfeito
Ruim é a fisgada na coxa sair mancando disfarçadamente...
A vergonha de estar decadente não é ruim, ruim é o orgulho que se nega a reconhecer a decadência.

É bom a cidade estranha em que você nunca esteve e sabe que nunca mais vai voltar
E nesse lugar você tem uma obrigação sem graça que cumpre com estilo e precisão
Traçando um dia perfeito no arco do tempo

Quando cai a noite é bom tomar um banho e sob o chuveiro é bom sentir saudade,
Ruim é não ter saudade, e como é bom sair sem direção pelas ruas da cidade
Pensando no que você fez da sua vida e no que a vida fez em você

Bom é sonhar, realizar não é tão bom, mas ruim mesmo é não realizar

O fim de um grande amor é muito, muito ruim, um grande amor não tem fim!
Bom é amar, ruim é amar... Bom é encarar a vida com fantasia.
Quando um poeta desaparece é bom colocar chapéu de Bogar que tudo pode solucionar...
Ruim é encontrar o precipício, morrer não deve ser tão ruim assim...
E pode ser bom falar sobre bom e ruim, e pode ser pior assim assim ... bom!